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set

Riscos de malhar em jejum

malhando

Você sabe quais são os riscos de malhar em jejum? Malhar em jejum virou moda e muitas pessoas estão aderindo a esse tipo de “dieta” sem pensar ou pesquisar os riscos que essa prática pode trazer a saúde a curto e longo prazo. Essa prática é chamada de AEJ (aeróbico em jejum) e se baseia na ideia de que, após uma noite inteira sem comer e com estoque baixo de carboidrato, o exercício feito antes do café da manhã usaria gordura como fonte principal de energia.

Riscos de malhar em jejum

O aeróbico em jejum, batizado com a sigla AEJ, consiste em incluir de 30 a 40 minutos de exercício feito de barriga vazia. Esta prática tem sido usada há muitos anos por fisiculturistas e está ganhando popularidade entre os frequentadores de academias. Esses exercícios devem ser feitos de maneira moderada, ou seja, caminhadas leves por períodos curtos, sendo a gordura a fonte principal de energia. Porém se os exercícios forem de alta intensidade o corpo vai precisar usar estoques de carboidrato, aumentando o risco de hipoglicemia.

Porém, é difícil saber se está usando uma ou outra fonte de energia. Dependendo da intensidade do exercício, são usadas fontes de energia diferentes durante as atividades físicas, como a energia dos carboidratos, que vem do fígado e dos músculos; da gordura, que vem do tecido subcutâneo, visceral e músculos; da proteína, proveniente dos músculos.

São diversos riscos de malhar em jejum, caso o organismo consuma as reservas de açúcar, há risco de hipoglicemia, com sintomas como tontura, suor frio e desmaios. Em atividades prolongadas, há maior chance de perda de massa magra (músculo). Portanto, segundo médicos, trata-se de uma técnica que deve ser adotada em situações extremas, por pessoas com acompanhamento, pois os riscos podem superar os benefícios.

Malhar em jejum vale a pena?

Após uma noite de sono, onde nenhum alimento é ingerido, nosso corpo fica com uma baixa taxa de glicose no sangue e de glicogênio muscular e hepático, e isso significa que o nosso corpo não terá energia suficiente para fazer um esforço físico intenso. Malhar em jejum provoca aumento de risco de doenças cardiovasculares, tais como a inflamação e a oxidação. A hipoglicemia também pode ser um risco recorrente, que pode causar tonturas, vômitos e desmaios.

O que o corpo entende como jejum é uma falta de comida, é como se o corpo estivesse passando por tempos difíceis e uma privação severa de energia. A primeira resposta do organismo é realizar um belo estoque para não faltar fonte energética para as atividades básicas. Ou seja, diante os riscos de malhar em jejum, a prática não vale a pena.

Para alguns atletas, malhar em jejum tem resultados satisfatórios, como por exemplo lutadores de MMA que precisam muitas vezes perder peso de um dia para o outro. Com suplementação de aminoácidos, é possível buscar a quantidade de exercício que possa dar resultados e afastar os riscos. Porém, ainda é recomendado comer pequenas quantidades de alimentos como frutas e beber água, para melhorar o desempenho do treinamento.

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